domingo, 13 de março de 2011

Perguntas sem Respostas (parte I)





Olá amigos e amigas.
Depois e tanto tempo sem dar um click por aqui resolvi voltar (tentar) dar continuidade ao Projeto e Blog.

Gosto de iniciar meus tópicos com uma imagem ilustrativa (fotografada por mim ou por algum amigo (a)). Neste exemplo mostro a iluminação da cidade. Luzes que mostram nosso caminho em situações difíceis. Luzes que, de certo modo, nos confortam na escuridão. Luzes que faltam nas cabeças de muitos assassinos disfarçados de motoristas.

Neste tópico abordarei algumas questões que sempre fizeram parte da minha vida pós C.N.H. e nunca conseguiram me responder. Como São muitas pretendo dividir por partes.

Vamos lá:

1) Para quê existem tantas leis de trânsito no Brasil?
Parte lógica:
Bom, se existe uma Lei é para ser cumprida. Se não precisa ser cumprida a Lei não precisa existir.
Na nossa constituição (extremamente falhada, rasurada, emendada e rasgada) existem muitas leis. Leis para tudo o que você imaginar. Mas se só meia dúzia delas são realmente cumpridas, que tiremos logo as outras de lá!

Se toda montadora de carros são obrigadas a por o cinto de segurança nos carros, então existe a lei exigindo que o motorista o utilize. Mas o motorista não o utiliza (exemplo tomado com base na cidade de Jaú-SP). Sim, e não adianta torcer o nariz. Pode ficar parado em qualquer região da cidade (centro ou periferia) e ficar por duas horas seguidas contando quantos carros passam por vc com todos os ocupantes utilizando o cinto de segurança. Duvido que você encha uma mão. Vão passar mais de 300 carros e, no máximo 10 estarão utilizando esse acessório obrigatório.
E a polícia? Aqui eles também não usam. E se você questionar qualquer um deles (desde o soldado raso até o tenente ou delegado) eles vão te dizer que é "apara sair mais rápido da viatura se precisar perseguir algum criminoso a pé".
Ahhhhhhhhh táaaaaaaaaaaaaa. Assim sim!!!! Claro que pode!!!!! Eu vi um trecho da lei isentando policiais de usar o cinto de segurança dentro de viaturas. Não, perai. Não tinha isso não. Mas se eles disseram que eles podem é porque eles podem. Eu que não vou multar um policial por não utilizar o cinto. =D
Agora, experimenta passar por um policial de mal humor sem você estar devidamente afivelado neste acessório que vc logo encontrará uma multa salgada jogada na porta da sua casa em pouco tempo.
Eles não precisam porquê existe um "domo de força" protegendo eles dentro da viatura. No caso de um acidente em uma perseguição nada acontecerá com eles.
Pensando bem, acredito que no caso do Cinto de Segurança seja um fato de Falta de Consciência da população.
Onde está a consciência do motorista que não utiliza cinto de segurança, sabendo que no caso de uma colisão (entenda trombada ou batida) em qualquer direção pode ser fatal? Quer se matar? Pega uma faca e corta seu pescoço!
Dá até a impressão que o cinto de segurança dos carros de Jaú são feitos de material radioativo ou que causa queimadura. Sei lá, deve ter espinhos no lado que encosta no peito.

A seta também é um detalhe (ok, eu sei que já argumentei sobre isso em outro tópico, mas volto a reforçar aqui).
Se você passar essas 3 horas parado em uma esquina contando a quantidade de carros que passam por você utilizando o cinto de seguranca, aproveita para contar quantos deles utilizam corretamente a seta (sinalizadora de mudança de direção).
Aqui, meu amigo e minha amiga, você vai se surpreender de verdade.
Gente louca mudando de direção sem se importar em "avisar"o carro que vem atrás é a grande maioria dos jauenses. Como já disse, seta deveria ser acessório opcional, nunca um ítem obrigatório.
Aqui você pode mudar de faixa ou virar uma esquina ou estacionar ou sair de um estacionamento sem se preocupar em ligar a seta. Ninguém usa. Ninguem sabe nem para quê que serve aquela alavanca da seta. Se contarmos as pessoas que efetivamente utilizam a seta, acho que não chega a 100. Numa cidade com quase 150mil habitantes é uma porcentagem bem baixa, concorda?
Onde está a consciência do motorista em avisar (com sinal visual, seja seta ou movimento de braço) o veículo que trafega atrás ou do seu lado?

Distância de segurança é uma coisa que quase ninguém sonha por aqui. Nunca nem ouviram falar. Andam (em qualquer velocidade) praticamente grudados no veículo da frente.
Caso 1 (irrisório): num local com duas faixas (esquerda com pressa, direita passeando) um carro andando na faixa da direita em baixa velocidade, passeando, quando um segundo carro vem atrás em alta velocidade na mesma faixa, este segundo carro cola, gruda, quase que se agarra no carro da frente por alguns instantes, como que se estivesse pressionando ou intimidando o carro da frente a andar mais rápido ou dar passagem para ele (afinal, a rua é do carro que vem atrás). Se o carro da frente freiar bruscamente o carro de trás não terá a mínima chance de parar com segurança evitando a colisão. Mas como ambos os motoristas (deste caso) estão dentro de carros, estão protegidos e não terão danos em seus corpos, apenas em seus carros.

Caso 2 (crítico): em jaú tem muito carro e muita moto se compararmos o número de veículos/habitantes. E muitos dos motoristas de carros nunca sequer montaram em uma moto. Não fazem idéia do perigo que é pilotar uma moto. Bem, imagine a situação anterior, mas com uma moto na frente e um carro colado atrás. Mesmo que o piloto da moto não freie bruscamente, mas que ele escorregue e caia (seja em uma poça de óleo ou em um buraco ou em um pouco de areia), o carro que vem atrás não terá chance de freiar ou mudar de direção, atropelando o motociclista (que, de prache, estará usando bermuda, chinelo e camiseta com capacete aberto e mal afivelado). Resultado: acidente com vítima (quase sempre fatal).
Onde está a consciência dos motoristas em manter uma distância segura do veículo que trafega à sua frente?

Estarei esperando ansiosamente alguém que possa me responder estas questões.
Eu me esforço para fazer tudo certo e dentro da lei. E os outros? E você?

Abraços a todos
Wil - jauradical


(dados da foto: Nikon D40, 18mm, f/14, 4s, ISO200 )

Um comentário:

Unknown disse...

Uma vez um amigo blogueiro me disse que, quando comentasse o texto de um colega, deveria formular uma base científica para isso. Mas, sinceramente, em Jaú acontece isso, por causa da índole jauense.

O trânsito aqui é um caos porque: ruas viraram avenidas, alamedas viraram ruas e o município tem poder de fiscalização e multa.

O acontece é que, o jauense não sabe ser gentil, como também não sabe usar a direção defensiva. Acontece mais barbáries nas ruas de Jaú do que em São Paulo!

Minha teoria, é de que, como somos um município fundado graças a astúcia de um criminoso, temos isso anexado aos hábitos altivos e o ar de auto-suficiência... ~~essa mania de se achar metrópole.

O jauense se acha tanto, que está acima da lei! É que aqui, a maioria conhece um cara que conhece um cara e aí desmorona a coisa toda!

De fato, muitas leis são inúteis... E diante de pessoas fúteis que não sabem que dá pra se matar usando uma faca, tá feito o circo do normais... Porque louco, aqui, só mesmo que tem o mínimo de sanidade com uma gota de bom senso.